quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Formação-seleção do Programa Lições de Cidadania: fases e leituras

O Programa Lições de Cidadania, neste primeiro semestre de 2010, formulou seu processo de formação-seleção de maneira distinta da qual anteriormente havia promovendo, diferenciando-se inclusive das seleções usuais observadas nas práticas extensionistas.
Isto se dá pela constatação de que a admissão de novos membros tendo como base uma entrevista individual de 10, 15 minutos, é incapaz de conhecer a identidade, o compromisso e a identificação com o programa que são necessários para a criação do vínculo aluno-extensão capaz de trazer qualidade à gestão continuada de um ano.
Além disto, há de se considerar os fatores emocionais e a dificuldade que determinadas pessoas têm de se portar e de lidar com entrevistas, o que influi na percepção pessoal sobre ela, que pode ser incondizente e injusta.
Por tal razão, é necessário que haja continuidade no processo de seleção, sendo necessário também que o candidato conheça de fato as práticas do Programa, os núcleos de atuação onde deseja se inserir e a comunidade carente com quem vai construir o diálogo, para que esteja certo e não desiludido acerca das impressões sobre o Programa.
Sendo assim, o Lições de Cidadania elaborou seu processo de seleção baseado em dois momentos: de formação e de entrevistas.
A primeira etapa constou de oito encontros, aos sábados, das 9h30 às 12h, onde três círculos de cultura eram formados em um mesmo ambiente e os temas e leituras propostos eram debatidos.
Esta formação contou com 53 inscritos, provenientes do curso de Direito, de Serviço Social e de Pedagogia, pois o Programa Lições de Cidadania considera essencial para a boa atuação do projeto na sociedade que haja a interdisciplinaridade.
Foram debatidos, portanto, as seguintes obras, tendo em vista a importância da leitura de Paulo Freire enquanto metodologia do programa: Pedagogia da autonomia (Paulo Freire); Pedagogia da indignação (Paulo Freire); Pedagogia do oprimido (Paulo Freire); Que fazer: teoria e prática em educação popular (Paulo Freire e Adriano Nogueira); Para uma revolução democrática da justiça (Boaventura de Sousa Santos); A universidade no século XXI (Boaventura de Sousa Santos).
Além destas obras, houveram dois encontros para debater acerca dos movimentos sociais, com vídeos e textos de diversas fontes acerca da influência da mídia nesta questão polêmica e atual da “satanização dos movimentos sociais”. No último encontro, por fim, houve o momento de apresentação de cada núcleo e suas atuações de forma mais específica e contundente.
Posterior a essa fase, onde os secretários do Programa foram os facilitadores das rodas de cultura, houve a entrevista voltada para o interesse de admissão nos núcleos específicos (Urbano, Rural, Penitenciário e EDHUPIN), onde foi considerada a questão da presença e assim do compromisso e apenas quem tivesse ido mais de 5 encontros poderia passar para a segunda etapa.
A entrevista constituiu-se de perguntas gerais acerca das leituras propostas anteriormente e também de temas atuais, como o bolsa-família e a temática das cotas para a democratização do acesso à Universidade.

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